Juiz de Fora REVIVE pesadelo: Sequestro aterrorizante completa 35 anos e choca o Brasil!
Há 35 anos, Juiz de Fora, Minas Gerais, se transformava em palco de um drama digno de Hollywood. Cinco criminosos, foragidos de uma penitenciária em Contagem, protagonizaram um sequestro que paralisou o país. Relembre os detalhes chocantes desse evento que marcou a história da cidade e do estado.
O Início do Terror
Em 25 de agosto de 1990, os fugitivos chegaram à Avenida Barão do Rio Branco, no coração de Juiz de Fora, a bordo de um carro-forte e com reféns militares. O sequestro, que ficou conhecido como o “Sequestro da Rua das Margaridas”, se estendeu por 12 longos dias, cravando-se como um dos mais duradouros de Minas Gerais. Até hoje, as memórias desse período sombrio assombram os moradores da região.
Cobertura Nacional
A gravidade do crime atraiu a atenção da mídia de todo o Brasil. Jornalistas de diversos veículos se deslocaram para Juiz de Fora para cobrir cada capítulo dessa história angustiante. Andréia Pereira, então estudante de comunicação e estagiária de rádio, teve a oportunidade de acompanhar de perto os acontecimentos.
“Jamais esquecerei o carro-forte estacionado na Avenida Rio Branco, em frente ao Parque Halfeld. Consegui me comunicar com os sequestradores através de um buraco no veículo”, relembra Andréia. “Um policial me alertou sobre o pânico da minha mãe, que me procurava desesperadamente em meio à multidão. Mas eu permaneci ali, com o microfone, tentando entender a situação.”
A cena marcante ocorreu em um sábado de manhã, durante as festividades do Dia do Soldado. Andréia descreve a atmosfera da época: “A cidade simplesmente parou. Uma multidão se aglomerou no centro de Juiz de Fora, e a cobertura da mídia se estendeu por 24 horas nos dias seguintes. O sequestro era o único assunto.”
Lições de uma Tragédia
Apesar do medo e da tensão, Andréia reconhece que a experiência foi valiosa para sua carreira. “Foi um aprendizado enriquecedor, que me proporcionou contato com jornalistas renomados de todo o país. Uma oportunidade única para uma jovem estudante”, afirma.
Memórias que Persistem
Alcione Altomar Scanapieco Saenz, professora de história aposentada, também guarda lembranças vívidas do sequestro. “Na época, eu trabalhava em uma escola, e um colega nos informou sobre o que estava acontecendo. Ficamos chocados, pois nunca havíamos vivenciado algo parecido”, relata.
Durante os 12 dias de terror, Alcione se manteve em alerta. “Evitava sair de casa, exceto para compromissos de trabalho. A demora na resolução do caso me deixava angustiada, temendo o desfecho. Felizmente, as negociações foram bem-sucedidas, e os criminosos se entregaram.”
A Crônica do Sequestro
- 24 de agosto de 1990: Cinco detentos da Penitenciária Nelson Hungria rendem guardas e fazem reféns.
- 25 de agosto de 1990: Após negociações, o grupo deixa a prisão em um carro-forte e chega a Juiz de Fora.
- Os sequestradores exigem armas e um carro, seguindo para o Bairro Grajaú e, posteriormente, para a BR-040, com o coronel Edgar Sores como refém.
- A quadrilha invade um sítio na Rua das Margaridas, transformando o local em um cativeiro.
- Após dias de negociação, a polícia cerca o local.
- No décimo dia, em uma tentativa de fuga, três sequestradores são feridos e se rendem.
- No décimo primeiro dia, os dois últimos criminosos se entregam, libertando o coronel Edgar Soares.
Um Refém que Superou o Trauma
Em entrevista ao Globo Repórter em 2020, o coronel Edgar Soares compartilhou sua experiência. “Após o sequestro, busquei ajuda psicológica e aprendi que, para superar o trauma, precisava compartilhar minha história. A cada relato, a dor se tornava mais branda”, revelou.
Edgar Soares faleceu em 2024, aos 80 anos, deixando um legado de resiliência e superação.
Essa é uma história que jamais será esquecida. O “Sequestro da Rua das Margaridas” permanece vivo na memória dos moradores de Juiz de Fora e de todos aqueles que acompanharam esse episódio dramático que marcou a história do Brasil.