🚨 Alerta na Amazônia: Santuário das Árvores Gigantes Sob Ameaça! 🚨

Uma campanha urgente foi lançada para proteger um tesouro escondido na Amazônia: o santuário das árvores gigantes. Liderada pelo instituto O Mundo Que Queremos e com o apoio de diversas organizações ambientais e pesquisadores, a iniciativa visa alertar sobre os perigos que rondam essa região de importância inestimável.

A ação principal é a divulgação de uma nota técnica enviada a órgãos ambientais estaduais e federais, com o objetivo de cobrar medidas de proteção eficazes e imediatas.

Por que essas árvores são tão importantes?

  • Descoberta Recente: Identificadas em 2022 por uma pesquisa do INPE, em colaboração com instituições nacionais e internacionais.
  • Idade Milenar: Estima-se que tenham entre 400 e 600 anos.
  • Risco Iminente: Correm o risco de desaparecer antes mesmo de serem totalmente estudadas e apresentadas ao mundo.

Ações e Conquistas da Campanha:

A mobilização da sociedade civil e a pressão sobre o poder público já renderam frutos:

  1. Cancelamento de CARs Ilegais: O Governo do Pará cancelou cerca de 500 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) irregulares, combatendo a grilagem de terras.
  2. Criação do Parque Estadual: Em setembro de 2024, foi criado o Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia, um marco na proteção da área.

A Realidade Crua: O Parque Precisa de Proteção de Verdade

Apesar dos avanços, a situação é preocupante. Angela Kuczach, articuladora da campanha e diretora-executiva da Rede Pró-UC, enfatiza: “Não basta o parque existir no papel. É preciso assegurar a presença efetiva do Estado e garantir que a unidade de conservação cumpra sua função socioambiental, que é proteger de forma integral as árvores gigantes.”

A proximidade da COP30, que acontecerá no Brasil, aumenta a urgência de proteger esse santuário, que simboliza a riqueza da biodiversidade amazônica.

O parque, que foi desmembrado da Floresta Estadual do Paru (Flota Paru), ainda enfrenta desafios:

  • Ameaças Constantes: Garimpo ilegal, desmatamento e grilagem de terras continuam a colocar em risco as árvores gigantes, incluindo as 20 maiores já registradas na Amazônia e na América Latina, da espécie angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que alcançam alturas impressionantes entre 70 e 88 metros.
  • Falta de Fiscalização: Apesar da proteção garantida pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o parque sofre com falhas na fiscalização e gestão.

O Que Está Acontecendo no Parque?

A campanha denuncia a pressão do garimpo ilegal sobre o Parque Estadual das Árvores Gigantes. Embora não haja confirmação oficial da presença de garimpos dentro dos limites do parque, relatos de moradores indicam atividades clandestinas, como:

  • Coloração Anormal da Água: Igarapés com coloração diferente do normal.
  • Clareiras Recentes: Surgimento de áreas desmatadas na floresta.

A situação exige investigações em campo e análise de imagens de satélite para dimensionar o problema.

Desmatamento Persistente

O desmatamento ilegal e autorizado também representa uma ameaça. A Flota do Paru, vizinha ao parque, tem um histórico preocupante de perda de vegetação nativa: até 2023, cerca de 13 mil hectares foram desmatados.

A falta de fiscalização na região é outro ponto crítico. A última ação, realizada em novembro de 2024, apreendeu uma aeronave e interditou um aeródromo utilizado para apoiar garimpos ilegais.

A Importância Científica e Climática Dessas Árvores

As árvores gigantes são verdadeiros tesouros para a ciência e para o clima. Elas funcionam como:

  • Arquivos Vivos: Registram informações sobre secas, cheias, estoques de carbono e mudanças atmosféricas em seus anéis de crescimento.
  • Reservatórios de Carbono: Uma única árvore de grande porte pode acumular até 80% de toda a biomassa de carbono de um hectare.

A pesquisa que revelou a existência dessas árvores utilizou tecnologias avançadas, mas apenas 1% da floresta amazônica foi mapeada, indicando que muitos exemplares podem ter sido perdidos antes mesmo de serem identificados.

É hora de agir para proteger esse patrimônio natural da Amazônia!

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