Alerta em São Paulo: Nível do Cantareira Cai e Sabesp é Forçada a Reduzir Captação!
A situação hídrica em São Paulo acende um sinal de alerta! Devido à queda no nível do Sistema Cantareira, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP Águas tomaram uma medida drástica: diminuir a quantidade de água que a Sabesp pode retirar do sistema.
A decisão, que impacta diretamente o abastecimento da Grande São Paulo e das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), estabelece um novo limite de 27 m³/s, inferior aos 31 m³/s anteriores.
Por que essa redução?
A resposta está nos números: em agosto, os reservatórios do Cantareira atingiram apenas 35,23% de sua capacidade útil. As chuvas abaixo da média, infelizmente, agravaram o cenário.
O que isso significa para você?
Embora a medida possa gerar preocupação, a Sabesp busca alternativas para garantir o abastecimento. Uma delas é o uso da água bombeada do reservatório de Jaguari, no rio Paraíba do Sul, com potencial para alcançar até 33 m³/s.
E não para por aí!
O governo de São Paulo também está em ação, implementando medidas preventivas:
- Redução da pressão na rede: Das 21h às 5h, a pressão será diminuída na região metropolitana, economizando cerca de 4 m³/s.
- Plano de contingência: A Arsesp solicitou à Sabesp um plano específico para a Grande São Paulo, visando mitigar os impactos da crise.
Investimentos para o futuro:
A Sabesp ressalta que investimentos recentes, como a transposição Jaguari-Atibainha e o Sistema São Lourenço, já contribuíram para a segurança hídrica do estado. E as boas notícias não param: novas obras estão no horizonte, como a captação de água do Rio Itapanhaú e do Ribeirão Sertãozinho, com um orçamento de R$ 200 milhões. Até 2027, a companhia planeja investir R$ 1,2 bilhão para aumentar ainda mais a resiliência hídrica.
Crise à vista?
Apesar dos esforços, o fantasma da crise de abastecimento assombra. A Sabesp já havia adotado a estratégia de reduzir a pressão da água, medida utilizada durante a crise hídrica de 2014-2016.
O lado negativo dessa ação é que muitas residências podem sofrer com a falta de água durante a noite, principalmente em áreas mais altas e distantes do centro. Uma situação similar já ocorreu em 2021, gerando reclamações por parte dos moradores.
Agosto: O vilão da história
Agosto é tradicionalmente o mês mais seco do ano, e em 2025 não foi diferente. As chuvas atingiram apenas 8% do esperado, impactando diretamente o nível dos reservatórios.
A Sabesp informa que a redução da pressão da água será realizada durante a madrugada, por um período de oito horas, quando o consumo é menor. O objetivo é diminuir as perdas de água causadas por vazamentos subterrâneos na rede de distribuição.
De acordo com Thiago Mesquita Nunes, diretor-presidente da Arsesp, a situação atual é semelhante à de 2021, porém menos grave do que a crise de 2014.
O ciclo das águas em São Paulo:
- Outubro a março (Período Chuvoso): Formação do estoque de água que garante o abastecimento durante todo o ano.
- Abril a setembro (Período Seco): Quantidade mínima de chuva.
A variação é normal, mas o que preocupa é a falta de chuvas suficientes nos últimos dois períodos chuvosos (2023 e 2024) para recuperar os reservatórios.
Em resumo:
A situação exige atenção e medidas coordenadas para garantir o abastecimento de água em São Paulo. Acompanhe as notícias e siga as orientações dos órgãos responsáveis para evitar o desperdício e contribuir para a preservação dos recursos hídricos.