Inacreditável! Alunos de escola rural de MG quebram barreiras e conquistam final da Olimpíada Nacional de História

Prepare-se para se inspirar com a história de Ana Vitória, Eduardo e Raíssa, três jovens de 14 anos que estão mostrando a força do ensino público em Minas Gerais! Apesar das dificuldades estruturais, eles provam que a educação transforma e inspira.

Estudantes do 9º ano da Escola Municipal Sérgio Lúcio Fernandes Amaral, localizada no pacato distrito de Pirapanema, em Muriaé, esses alunos brilhantes alcançaram a final da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), a competição mais prestigiada de ciências humanas do país.

Um feito histórico

  • Entre mais de 170 mil participantes de todo o Brasil, apenas 336 equipes chegaram à etapa final após seis desafiantes fases online.
  • A equipe de Muriaé não só garantiu a vaga, como também se tornou a única escola municipal de Minas Gerais a alcançar tal feito.
  • Para coroar a conquista, eles ainda garantiram o primeiro lugar entre todas as escolas públicas da região Sudeste!

“Foi uma alegria inacreditável! Somos de uma escola pequena, e isso é muito grande para nós”, comemora Ana Vitória, visivelmente emocionada.

A receita do sucesso: esforço, sonho e conhecimento

Enquanto o transporte escolar percorre as estradas de terra de Pirapanema, um futuro promissor se abre para Ana, Eduardo e Raíssa.

A trajetória desses jovens envolveu:

  • Sessões semanais de estudo
  • Encontros online
  • Debates acalorados via WhatsApp

Sem acesso a computadores em casa, o celular se tornou a principal ferramenta de pesquisa. Mesmo com as limitações de acesso à internet e a rotina intensa na zona rural, eles superaram cada obstáculo e garantiram a vaga na final, que acontecerá na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

“Estamos ansiosos, animados para a prova e curiosos para saber o tema. Nos preparamos para trazer a medalha de ouro”, afirma Eduardo, confiante.

Raissa também expressou sua empolgação em entrevista à TV Integração: “Estou muito animada para a final, com uma expectativa muito boa de um bom resultado. Mas só a experiência já vale a pena.”

Desafios e aprendizados na Olimpíada de História

A ONHB, organizada pela Unicamp desde 2009, propõe aos alunos um desafio intelectual único: interpretar documentos históricos, analisar imagens e mapas, e até mesmo decifrar manuscritos do século XIX, a chamada paleografia.

Neste ano, o tema central da competição é “Informação: produção, difusão, limites e possibilidades”. Mais do que decorar datas, os participantes precisam analisar criticamente temas complexos e relevantes para a atualidade.

A professora Bárbara Silva Borges, que acompanhou os alunos nessa jornada, revelou que a participação na ONHB só foi possível graças à gratuidade oferecida para escolas públicas. Em 2024, a escola já havia chegado à semifinal, mostrando o potencial dos alunos.

“A oportunidade de trabalhar História de forma crítica e atualizada encantou os alunos. Eles abraçaram a proposta com coragem e dedicação”, relembra a professora.

Na grande final, os estudantes enfrentarão uma prova dissertativa surpresa, na qual deverão desenvolver um texto crítico e bem fundamentado sobre um subtema relacionado ao tema geral. A nota obtida definirá o tipo de medalha que a equipe conquistará.

“As Olimpíadas de conhecimento despertam nos alunos o gosto pelo estudo de uma forma diferente da sala de aula tradicional. Elas desafiam, instigam e mostram que aprender pode ser envolvente. Na História, isso fica ainda mais evidente. Eles analisam documentos, músicas, imagens e percebem que a disciplina está viva, conectada com o presente”, destaca Bárbara.

A história de Ana Vitória, Eduardo e Raíssa é uma prova de que, com dedicação, esforço e o apoio de uma educação pública de qualidade, é possível superar barreiras e alcançar grandes conquistas. Que essa trajetória inspire outros jovens a perseguirem seus sonhos e acreditarem no poder transformador do conhecimento!

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