Belém: Da ‘Paris N’América’ ao Desafio da COP 30! Uma Jornada Fascinante!
Prepare-se para uma viagem no tempo! Belém, a deslumbrante capital paraense, já foi o auge do luxo e da sofisticação durante o glorioso “ciclo da borracha”, a famosa Belle Époque. Hoje, a cidade se prepara para sediar a COP 30 em 2025, mas enfrenta um grande desafio: a incerteza em sua rede de hospedagem.
Como a cidade que inspirou o apelido de “Paris N’América” lidará com a demanda de 50 mil visitantes? 🤔
Um Passado de Glamour e Hospedagem de Luxo
No início do século XX, Belém pulsava com a riqueza da borracha, atraindo olhares do mundo todo. A cidade se destacava como um dos principais destinos da América, refletindo sua prosperidade em uma arquitetura exuberante e uma vida social vibrante. Os hotéis da época eram verdadeiros palácios, desempenhando um papel crucial na experiência dos visitantes.
O historiador Márcio Neco nos conta: “Belém era uma capital cultural do Brasil, com um fluxo intenso de pessoas”. Os casarões adaptados e as novas edificações ajudaram a construir a reputação hospitaleira da cidade.
O Ícone: Grande Hotel
Inaugurado em 1913, o Grande Hotel era o símbolo do requinte da Belle Époque. Mas ele era mais que um hotel, ele oferecia:
- Gastronomia de Elite: banquetes e refeições sofisticadas.
- Entretenimento Exclusivo: coquetéis no Amazon Bar e no Bar do Terraço, com cardápios inovadores.
- A Sensação do Sorvete: o primeiro local em Belém a oferecer essa delícia!
- Eventos Memoráveis: casamentos, banquetes e festas com serviço impecável.
Café ou Hotel da Paz: Um Ponto de Encontro Imperdível
Outro destaque era o Café ou Hotel da Paz, um dos locais mais concorridos de Belém, com fácil acesso por linhas de bonde. Com café, salão de banquetes e restaurantes de alta qualidade, era um verdadeiro oásis com cozinha francesa, jardim e terraço.
Nesses hotéis, a cultura e o lazer se encontravam. Bares, exibições de filmes, orquestras e grandes artistas proporcionavam momentos inesquecíveis.
O Declínio e a Saudade de um Tempo Áureo
O fim do ciclo da borracha impactou a rede hoteleira, mas outros fatores também contribuíram para o declínio: questões administrativas, econômicas, problemas de infraestrutura e mudanças culturais. O Grande Hotel, por exemplo, foi demolido na década de 1960.
COP 30: O Desafio da Hospitalidade em Belém
Belém se prepara para receber cerca de 50 mil visitantes na COP 30, mas enfrenta o desafio da capacidade hoteleira. Como conciliar o passado glorioso com as necessidades do presente?
Márcio Neco faz um paralelo interessante: “A Belle Époque foi um período de grande potencialidade econômica. A COP 30 não é um período econômico de grande apogeu, mas é um grande evento global”.
O legado da COP 30 deve ser aprimorar a infraestrutura, criar novos pontos turísticos e garantir que Belém continue sendo um atrativo permanente para os turistas.
Um Futuro de Acolhimento e Receptividade
Apesar dos desafios, Belém possui uma rica experiência em acolher grandes eventos, como o Círio de Nazaré, que atrai mais de 1 milhão de pessoas todos os anos. Essa tradição credencia a cidade a receber a COP 30 com a hospitalidade e organização que a caracterizam.
A capital paraense busca demonstrar sua capacidade de receber um evento global, impulsionando o turismo, a cultura e a gastronomia. Que o Brasil apoie o potencial e a capacidade acolhedora do povo paraense!