Adeus a um Gênio: Relembre as Últimas Crônicas de Luis Fernando Verissimo! 🥺

O Brasil se despede de um dos seus maiores cronistas, Luis Fernando Verissimo. Para homenagear sua genialidade, vamos relembrar suas últimas colunas no jornal Zero Hora, um período marcado por reflexões ácidas e o humor característico que o consagrou.

Uma Parceria de Décadas

Verissimo manteve uma coluna semanal no Zero Hora até janeiro de 2021, interrompida por um AVC. Sua relação com o jornal, no entanto, começou nos anos 60, com colaborações em diversas editorias. Sua voz se tornou parte da identidade do jornal, e sua ausência, sentida por leitores de todas as gerações.

O Legado Imortal de Verissimo

Em janeiro de 2021, Luis Fernando Verissimo se afastou da função devido a um AVC. Sua última coluna inédita foi “A Caixinha”, publicada no dia 21. Pelos meses seguintes, o jornal republicou textos antigos, até outubro de 2021.

Dione Kuhn, editora-chefe do jornal, prestou homenagem ao autor em um emocionante texto: “Muito obrigada, Verissimo, por essa parceria bem-sucedida que se encerra após mais de cinco décadas. Seus milhares de admiradores estão na torcida pela sua recuperação e pelo seu retorno à literatura”.

Relembre agora alguns trechos das suas últimas colunas:

Retrospectivas (Publicada em 01/01/2021)

Em sua coluna de Ano Novo, Verissimo destila seu sarcasmo sobre as retrospectivas de fim de ano, especialmente em um ano atípico como 2020:

  • “Retrospectivas de fim de ano servem para passar o passado a limpo e organizar nossas lembranças, que sem elas seriam histórias sem nexo.”
  • “Nenhum outro ano na nossa história foi tão diferente dos outros quanto 2020. Nenhuma outra retrospectiva foi – e continua sendo – tão inverossímil.”

O autor ainda brinca com o futuro:

  • “Retrospectivas por vir terão que recorrer à ficção ou ao delírio para contar como foi 2020 e seus desdobramentos.”

Cabelos Azuis (Publicada em 07/01/2021)

Nesta coluna, Verissimo aborda as distinções de classe de forma irônica, partindo de uma observação sobre as histórias em quadrinhos:

  • “Quando as histórias em quadrinhos começaram a ser impressas a cores notou-se que seus heróis ou tinham cabelos loiros, ou, estranhamente, cabelos azuis.”
  • “Os cabelos azuis do código dos ricos significam o mesmo que significavam nas histórias em quadrinhos: são fronteiras bem definidas e intransponíveis de classe.”

A Caixinha (Publicada em 14/01/2021)

A última coluna inédita de Verissimo traz uma sátira sobre os últimos dias de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos:

  • “Discute-se a melhor maneira de punir o presidente Trump por ter incitado a invasão do Congresso e criado as cenas de caos que os americanos não vão esquecer tão cedo.”
  • “Trump só respondeu quando perguntaram se ele precisava de alguma coisa. — Preciso de mais quatro anos de governo.”
  • “A caixinha. Com os dois botões. Um dispara foguetes contra a Rússia, o outro dispara foguetes contra o Congresso americano.”

As colunas de Verissimo eram mais do que simples textos; eram um retrato do Brasil, com suas peculiaridades, contradições e, claro, muito humor. Sua obra permanece como um legado para as futuras gerações.

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