Araçatuba Sitiada: Relembre o Mega-Assalto que Aterrorizou a Cidade!
Há exatos quatro anos, a pacata cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, era palco de um dos crimes mais audaciosos e violentos da história do país. Na madrugada de 30 de agosto de 2021, uma megaoperação criminosa transformou a rotina da cidade em um cenário de guerra, com explosões, reféns e um rastro de destruição.
Mas o que realmente aconteceu naquela noite? Prepare-se para reviver os momentos de terror e entender como a ação da quadrilha impactou a vida dos moradores de Araçatuba.
A Noite do Terror: Cronologia do Mega-Assalto
A ação, que durou cerca de duas horas, foi meticulosamente planejada e executada por um grupo de mais de 30 criminosos fortemente armados. Eles se dividiram em grupos com diferentes missões:
- Ataque às Agências Bancárias: O principal alvo eram os cofres do Banco do Brasil e os caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal.
- Domínio da Cidade: Enquanto parte do grupo atacava as agências, outros criminosos faziam moradores de reféns, utilizando-os como escudos humanos para impedir a ação da polícia.
- Bloqueio das Vias: Carros foram incendiados em pontos estratégicos para impedir a chegada de reforços policiais e dificultar a fuga.
O Arsenal de Guerra da Quadrilha
Para garantir o sucesso da operação, os criminosos utilizaram um verdadeiro arsenal de guerra, com carros blindados e armamentos pesados capazes de derrubar até helicópteros, segundo a Polícia Civil.
O Prejuízo e as Consequências
O mega-assalto deixou um rastro de destruição e terror em Araçatuba. Três pessoas morreram, incluindo dois moradores e um criminoso, e outras cinco ficaram feridas, incluindo um ciclista que teve os pés amputados após ser atingido por um explosivo.
Além das vidas perdidas e dos feridos, o prejuízo financeiro causado pelo roubo foi estimado em R$ 17 milhões, segundo a Justiça Federal.
Justiça Tardia: Condenações e Absolvições
Após anos de investigação, a Justiça Federal condenou nove homens pelos ataques em 5 de dezembro de 2023, com penas de 40 a 65 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, latrocínio, roubo, restrição de liberdade, uso de armas e explosivos, incêndio criminoso. Outros nove réus foram absolvidos por insuficiência de provas.
As sentenças totalizaram mais de 470 anos de prisão em regime fechado.
Condenados:
- Willian Brito dos Santos: 65 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 501 dias-multa;
- Rogerio Oliveira Rodrigues: 65 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 501 dias-multa;
- Cristiano de Moraes Vieira: 65 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 501 dias-multa;
- Jairo Nogueira: 40 anos e três meses de prisão em regime fechado e 362 dias-multa;
- Welton Marinho da Silva: 65 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 501 dias-multa;
- Renato Jorge Vianna: sete anos e dois meses de prisão em regime fechado e 433 dias-multa;
- Ademir Luiz Rondon: 65 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 501 dias-multa;
- Carlos Eduardo Rocha Dias: 47 anos e dois meses de prisão em regime fechado e 433 dias-multa;
- Guilherme Ciarelli dos Santos: 55 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 487 dias-multa.
Araçatuba Hoje: Lições Aprendidas e Medidas de Segurança
Quatro anos após o mega-assalto, Araçatuba busca superar o trauma e fortalecer suas medidas de segurança para evitar que tragédias como essa se repitam. O crime serviu de alerta para a necessidade de investimentos em tecnologia e treinamento das forças policiais, além de uma maior integração entre as diferentes instituições de segurança pública.